Terminais electrónicos "multicaixas" respondem à procura no Kilamba

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multicaixasQuem ainda relembra da centralidade do Kilamba há cerca de três anos, altura em que começou a ser massivamente habitada, tem em memória uma cidade a precisar de serviços e opções, sobretudo para o acesso às instituições. Demoravam chegar as agências bancárias, por exemplo, e quem foi viver bem antes de 2012, recomendava: preparem-se que aqui falta tudo ou tudo está bem longe daqui.

A verdade é que o cenário, actualmente é bem melhor. No que diz respeito à oferta de caixas electrónicas, vulgo multicaixa, a única existente no Banco de Comércio e Indúsutria (BCI) anexo à administração da cidade já foi superada. A entrada da cidade, junto do hipermercado Kero, está um carro móvel do Banco de Poupança e Crédito (BPC) como sinal da chegada da banca.

Depois disso, o Banco Privado Atlântico (BPA), localizado no interior de uma das unidades comerciais, também fixou dois aparelhos. Há ainda mais um aparelho móvel nesse local. Era uma reconhecida alufada de ar fresco. O Keve instalou, também, outras duas caixas automáticas, no edifí- cio anexo à Conservatória do Registo Automóvel. 

O último a proporcionar "multicaixas", há semanas, foi o Banco Angolano de Investimentos (BAI). Colocou com a sua mais recente agência, instalada no Bloco F, nas proximidades da administração, três multicaixas, os quais dia e noite piscam um verde de esperança que dispõe dinheiro e sistema para pagamento de outros serviços. Antes desse, foi o Banco Internacional de Crédito (BIC), localizado no bloco Q, a trazer duas novas caixas para a cidade. A ronda por procura de serviços financeiros na centralidade levounos a apurar que uma outra que se encontrava no bloco T foi retirada por problemas de segurança. Os moradores avançaram que esta caixa automática também era muito polémica, uma vez que só tinha notas de cinco mil, na maior parte das vezes. Falta de dinheiro preocupa A falta de dinheiro nos multicaixa (ATM) nas várias agências bancárias deixa apreensivos os utilizadores, que as vezes deslocam-se para pontos distantes da residência para realizar operações de pagamento.

No último fim-de-semana, a nossa reportagem apurou que as caixas da cidade não suportaram a procura e até as 21 horas de sábado não havia dinheiro. Alguns moradores ávidos por encontrar dinheiro reclamavam que esta situação é constante e repetidas vezes dão-se com este cenário ou o de enchentes enormes. Nesse sentido, o estudante Márcio Constâncio, 25 anos, disse que foi a busca de dinheiro e também pagar o serviço de televisão. Pagou, mas não levantou e mostrou-se aborrecido. Para ele, as caixas electrónicas deviam ser alternativas, enquanto os bancos não abrem as agências. Disse, que por exemplo, no Kilamba faltam bancos como BFA, Sol, Millennium, justificando estes por tratar-se de instituições que à semelhança do BIC, BAI e BPC têm uma carteira de clientes elevada e deviam acompanhar a movimentação das famílias, muitas delas suas clientes. 

Contas feitas, o Kllamba possui, actualmente, 11 multicaixas instalados, que ainda assim não dão cobertura a procura. Recentemente, constatou-se, por exemplo, que a Zona do Lar do Patriota possui 27 multicaixas de 16 bancos instalados.

Atendendo às estratégias adoptadas pelo Banco Nacional de Angola (BNA), por via da Empresa Interbancária de Serviços (EMIS), fica claro ser grande o desafio com a promoção deste mecanismo de pagamento de serviços. Os bancos que constituem a Emís têm grandes margens de crescimento nesse segmento. Ondjiva com 16 multicaixas Uma recente reportagem da Angop, na véspera das festividades de Natal e ano novo, constatou que das 15 dependências bancárias existentes na província do Cunene, apenas nove possuem balcões de atendimento na cidade de Ondjiva. A Angop apurou também que dos 16 aparelhos de multicaixa existentes na cidade de Ondjiva, na altura, apenas sete estavam operacionais, os restantes inoperantes por razões técnicas, uma situação que provocava acumulação de cidadãos nos bancos, sobretudo face à época festiva. 

Em declaração à Angop, a funcionária pública Maria de Fátima Mutango disse que para levantar dinheiro, as pessoas eram obrigadas a ficar longas horas nas filas, devido ao reduzido número de instituições bancárias em funcionamento. "Há poucos bancos a funcionar, por isso, os que existem não têm capacidade de dar resposta à enorme procura", explicou, referindo que a procura de dinheiro aumentou nos últimos dias, isso

em Dezembro, visto que os funcionários públicos e privados dispõem de mais dinheiro com o pagamento dos ordenados dos dois últimos meses e o décimo terceiro. Por seu turno, o empresário António Sebastião afirmou que as longas filas repetem-se todos os dias porque as pessoas querem levantar valores acima dos 4o mil kwanzas permitido diariamente nos multicaixas. As operações por via dos multicaixas não descontam taxas nem comissões aos titulares dos carttões, sendo por via disso um instrumento bancário de grande valia.

 

Fonte: Economia & Finanças, 26 de Fevereiro de 2016

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